Criando metas

Pensar simples e de maneira pragmática é um grande desafio para você também?

Existe um milhão de temas, formatos e especialistas sobre como CRIAR UMA META.

Você deve fazer assim, tem que isso, mas falta aquilo… e, sabe qual é o resultado? As metas ficam lindas, mas não saem do papel! Algo muito mais simples seria seguir um breve roteiro sobre metas conscientes:

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1) Qual é o seu propósito? 

Se você não tiver isso na ponta da língua, fique tranquilo: falaremos disso depois, um pouco mais à frente. Porém, lembre-se de que propósito é tão importante justamente por guiar a direção para onde vamos.

2) Qual é o seu objetivo?

Você conhece quais conquistas quer alcançar em seis meses? Elas te aproximam de seu propósito? Se ficou com dúvida, calma: falaremos disso mais à frente. Gosto de usar o tempo de seis meses para termos um direcional de tempo, porém, devemos pensar que o objetivo deve ser alcançado cada vez mais rápido.

3) Quais são as metas do mês?

Elas estão alinhadas com seus objetivos e seu propósito? Se não tiver, não se desespere. Comece criando suas metas do mês com excelência. Aqui o importante é entrar em movimento. Se puder, já pense em metas que estão alinhadas com seus sonhos.

4) Revise a sua meta mensal diariamente

Garanta que suas principais ações são direcionadas para alcançá-las. No próximo mês, basta revisar seus aprendizados de metas – tanto as alcançadas como as não realizadas.

O roteiro acima é opinativo e pragmático, mas o meu objetivo é apenas contribuir com a reflexão de como você encara a criação de metas. Para termos metas conscientes precisamos começar reconhecendo onde nós estamos.

Provavelmente você esteja em um dos três níveis para trabalho e em outro distinto, para família, por exemplo. Está tudo certo, pois assumimos responsabilidades diferentes conforme a área que estamos analisando. O ideal seria assumirmos compromisso total em todas as áreas e isso certamente tem a ver com alta performance, mas, justamente por sermos seres em evolução, sempre haverá algo a desenvolver em uma área específica.

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Metas Nível Bronze

Esse é o nível relacionado às pessoas que fazem o que necessita ser feito, conforme ocorrem as urgências e necessidades. É o nível de maior desgaste, maior esforço e menores resultados.

Geralmente, nesse nível, assumimos duas personas. Na primeira ficamos correndo atrás dos objetivos como se fossem pequenas urgências. Chegamos ao fim do dia exaustos e com a sensação de que o dia precisava ter 48 horas, no mínimo. Algumas vezes sentimos até certo orgulho em dizer isso, mas, não se iluda, pois isso é só uma defesa. Constantemente reclamamos que não recebemos a ajuda necessária e que, por mais que nos esforcemos, não alcançamos resultados extraordinários. 

A segunda persona nesse nível é o de vítima. Por vezes até colocamos uma máscara de pessoa do bem, super tranquila, com discurso de que está tudo bem e de que tudo tem um motivo e razão. Logo, se urgências surgem, há uma razão e não podemos lutar contra, afinal, somos apenas movimentos já planejados de uma grande força superior! 

Observe que nesta persona assumimos frases como “não nade contra a correnteza” ou “precisamos reconhecer o que podemos mudar e o que devemos aceitar”. São frases corretíssimas quando colocadas no contexto correto, mas, quando se assume a persona que sempre é vítima de algo, elas não irão contribuir.

Pelos motivos descritos brevemente na vida das personas acima, realmente não vale a pena criar metas. Afinal, depois tudo mudará. Parar e se sentar para planejar o que faremos é perda de tempo, afinal “não depende de mim e não tenho tempo para essas coisas”. 

Você conhece alguém que assume esse comportamento? Talvez você esteja falando a si mesmo: “eu não sou assim, assumo as coisas e faço as urgências, mas não sou vítima”! Ou ainda: “eu assumo a responsabilidade”! Com muito carinho, quero te dizer para parar de se enganar. 

Se você vive agindo e fazendo as urgências que surgem, não está assumindo o controle de suas ações e resultados. Se isso lhe gerou um incômodo em apenas algum momento ou se lembrou de algo e deu risada, pare de desprezar a sua responsabilidade em assumir o controle de seus resultados.

Estou apenas te provocando, pois, assim como eu tenho certeza de que em momentos e áreas de minha vida assumo essas personas, você também assume! Não tenha receio de expor a si mesmo sua vulnerabilidade, pois esse é o início da altíssima performance.

Metas Nível Prata

Imagine pessoas que amam fazer listas do que necessitam fazer. Possuem essas listas em cadernos, agendas, celulares, computadores, post-it: sentem-se formidáveis ao chegar ao fim do dia com várias ações realizadas.

A produtividade assume o sinal de quantidade do que foi feito. Se acostumam com a energia gasta nessa corrida e, quando param, sentem muita falta. São viciados em fazer muito e sempre.

Possuem grande velocidade, geralmente precisam enxergar o que precisa ser feito e, com várias ações, para sentirem-se úteis. Muitas vezes colocam tudo o que necessitam fazer na mesma lista e quanto maior melhor. “Uau! Como eu sou necessário e até indispensável! Se eu não estivesse aqui, como seria tudo isso?” Reconhece essa fala em alguém.

O lado inverso desse nível é o sentimento de impotência após meses e até anos, de fazer coisas e se organizar com listas, mas não sair do lugar. Acostumam-se em sentirem-se desvalorizados, apesar de longas listas de coisas feitas.

Metas Nível Ouro

Esse é o nível em que começamos a assumir o controle de nossos resultados. É bem mais simples do que pensamos. Primeiro, eu penso no meu propósito – veremos isso adiante –, depois crio objetivos de médio prazo – por exemplo, seis meses. Esses objetivos são marcos, como se fossem fases de um jogo e, assim que estiver com as conquistas completas nesse degrau, abre-se a sua passagem para uma nova etapa.

Ao conhecer os objetivos, podemos criar metas mensais. A forma mais tácita de nossos sonhos, que foram desdobrados em marcos estratégicos e agora transformados em ações. Não recomendo ter mais do que dez metas mensais, afinal, a velocidade é proporcional ao foco e energia colocados em cada uma delas.

Esse nível não é avançado pela complexidade de planejamento e conhecimento. O que classifica esse nível como avançado é a necessidade de desapegar de coisas e atividades que não estão relacionados aos seus objetivos.

A execução é simples, você precisa apenas olhar ao seu propósito, refletir quais são as conquistas e se permitir alcançar o seu próximo degrau. Com o nosso próximo objetivo desenhado, precisamos colocar as metas deste mês a serem realizadas para nos aproximarmos do objetivo.

Como estar no nível avançado de metas conscientes e pragmáticas?

Você precisará apenas dividir seu dia em duas partes e suas atividades em três listas. “Só isso?” Isso mesmo!

As partes do dia

Primeiro vamos dividir o dia. Quando avaliamos o funcionamento de nosso corpo, perceberemos que estamos com maior energia em algumas horas do dia e, com menor energia em outras horas.

Algumas pessoas possuem grande energia pela manhã e costumam ser bem produtivas. Outras podem possuir maior energia durante a tarde ou à noite. Quando estamos em alta performance precisamos reconhecer quando somos mais produtivos e com maior energia disponível. Tenho certeza de que entenderá como óbvia a recomendação para você realizar as coisas mais importantes nos horários com maior energia e produtividade.

Após identificar os blocos dos seus horários com maior energia, classifique-os como PRIMEIRA PARTE DO DIA. Os horários com menor energia serão a SEGUNDA PARTE DO DIA. 

Não são blocos ininterruptos, logo a PRIMEIRA PARTE DO DIA pode ser, por exemplo, das 8 h às 10 h, das 15 h às 18 h e das 22 h às 23h30. A SEGUNDA PARTE seria, neste caso hipotético, das 10 h às 15 h e das 18 h às 22 h. Isso pode variar para dias da semana e, nos fins de semana. Durante o fim de semana recomendo identificar os blocos e utilizar apenas parte da PRIMEIRA PARTE DO DIA na sua lista correta, que falarei na sequência. Para mapear os seus horários de maior energia, a agenda de acompanhamento sugerida irá te auxiliar. Acompanhe durante a semana o seu nível de energia em função dos horários. Apenas marque com um X a o sua disposição naquele dia e hora.

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As três listas

Diariamente, ao olhar as atividades a serem executadas no nível intermediário e todas as urgências do nível básico, podemos agrupar em uma grande lista de coisas a fazer. Essa lista deverá ser dividida em três partes.

A primeira parte irá gerar uma lista de coisas que podemos delegar a outras pessoas. Aqui estão preferencialmente as atividades que não estão associadas aos nossos objetivos. Precisamos renunciar a elas e treinar o desapego. Chamaremos de LISTA DELEGADA.

A segunda será uma lista do que precisamos fazer na segunda parte do dia. Aqui colocamos as urgências e atividades que podem virar urgência, mas que não estão aderentes ao seu propósito e objetivo. Ela será a nossa LISTA DE AFAZERES e iremos realizá-la na SEGUNDA PARTE DO DIA. 

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A terceira e mais importante lista engloba as atividades aderentes aos objetivos e propósitos e que devem ser feitas! São aquelas que nós geralmente postergamos ou até entramos em um sistema de procrastinação contínuo só para evitar fazê-las. Aqui faremos uma lista de 5 a 10 coisas, no máximo, que devem ser feitas para o nosso sucesso. Daremos o nome de LISTA DE DEVERES e a faremos na PRIMEIRA PARTE DO DIA, com o compromisso de realizá-las com grande empenho.

Muito simples, porém trabalhoso e não se iluda de que será fácil. Diariamente revise sua lista de afazeres e deveres e mensalmente revisite seus objetivos. Quando as conquistas forem alcançadas, então crie o objetivo que lhe aproximará mais de seu propósito. Não se surpreenda se algumas atividades da LISTA DE DEVERES passar para a LISTA DE AFAZERES e outras para a LISTA DELEGADAS.